Um dado recente chamou a atenção do mercado: 83% dos empresários brasileiros afirmam ter pouco ou nenhum conhecimento sobre a Reforma Tributária. Mesmo com a proximidade das primeiras mudanças, a grande maioria das empresas ainda não sabe exatamente como as novas regras vão impactar preços, controles internos, fluxo de caixa e obrigações acessórias. E esse desconhecimento abre espaço para riscos que poderiam ser evitados com preparo antecipado.

Apesar da relevância do tema, 72% das empresas ainda não iniciaram nenhum tipo de preparação, enquanto apenas 9% já possuem um plano ativo para se adaptar às novas exigências. Ainda mais alarmante é o fato de que somente 3% dos entrevistados dizem ter conhecimento avançado sobre o assunto, revelando um cenário de desinformação generalizada.

Entre os principais temores dos empresários está o possível aumento da carga tributária e o impacto direto na rentabilidade. Muitos demonstram preocupação com a complexidade do período de transição e com a necessidade de reorganizar dados e processos internos para atender às novas regras. Além disso, áreas vitais da gestão — como precificação, fluxo financeiro e obrigações acessórias — são apontadas como as que mais sofrerão alterações.

Esse retrato reforça um grande desafio: o sistema tributário brasileiro já é complexo, e a transição para o novo modelo exige planejamento, entendimento técnico e reestruturação. Embora a reforma tenha como objetivo tornar o sistema mais simples e eficiente, é a preparação individual de cada empresa que vai determinar se esse caminho será tranquilo ou turbulento.

Agora é o momento de buscar informação atualizada, revisar processos, avaliar impactos na formação de preços, ajustar controles e, se necessário, contar com assessoria especializada. Mais do que uma exigência legal, essa preparação pode se transformar em vantagem competitiva para quem sair na frente, organizando a casa e tornando a gestão mais estratégica e eficiente.

Se a maioria ainda não está pronta, este é o momento ideal para fazer diferente — e começar a construir uma transição segura para o novo cenário tributário.

fonte: Contábeis